Autoeuropa mantém aumentos previstos apesar dos cortes da Volkswagen

há uma hora atrás - 28 Outubro 2026, razaoautomovel
Volkswagen Autoeuropa in Palmela
Volkswagen Autoeuropa in Palmela
A Volkswagen pondera congelar os salários até 2030, mas os trabalhadores da Autoeuropa receberam o aumento 2,5% previsto no acordo em vigor.

Depois dos planos da Volkswagen para congelar salários terem dado que falar, a Volkswagen Autoeuropa aplicou em outubro o aumento salarial de 2,5% previsto no acordo laboral em vigor, apesar de a administração do grupo alemão estar a ponderar congelar as remunerações globais nos níveis de 2026 até 2030. A confirmação da atualização salarial foi dada por Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica de Palmela, ao ECO.

O aumento, com um valor mínimo de 50 euros, corresponde à segunda atualização salarial prevista no acordo válido até 30 de junho de 2027. A primeira atualização, de 2,8%, foi aplicada no início deste ano.

Por enquanto, e apesar dos planos da Volkswagen, a situação em Portugal mantém-se inalterada, mas os representantes dos trabalhadores continuam atentos à evolução do conflito laboral na Alemanha.

Negociações só começam em maio

Rogério Nogueira esclareceu que não existe, para já, qualquer proposta para além das condições já acordadas. O responsável recordou que as negociações para um novo acordo laboral só deverão começar em junho de 2027. Até lá, mantém-se em vigor o atual entendimento entre a empresa e os representantes dos trabalhadores.

Recentemente, a Comissão dos Trabalhadores manifestou preocupação com a possibilidade de o congelamento salarial abranger também a fábrica portuguesa. “Não aceitaremos que sejam, mais uma vez, os trabalhadores a pagar a fatura de uma situação pela qual não são responsáveis”, disse o grupo em comunicado.

A Comissão garantiu que continuará a acompanhar as decisões tomadas na Alemanha e que reagirá caso considere necessário. “Caso esta estratégia venha a ser concretizada, reagiremos com firmeza e determinação, recorrendo a todos os meios de intervenção e mobilização ao nosso alcance para defender os salários, os direitos e o poder de compra dos trabalhadores”, pode ler-se.

Possível greve?

Na Alemanha, o conflito entre a Volkswagen e os representantes sindicais está num patamar diferente. O sindicato IG Metall reivindica aumentos salariais, enquanto a administração do grupo procura reduzir custos com pessoal e avançar com uma reestruturação mais ampla que envolve o corte de postos de trabalho a nível global.

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