A Volkswagen Autoeuropa, localizada em Palmela, foi escolhida pelo Grupo Volkswagen para produzir o futuro ID.1, o 100% elétrico de entrada da marca alemã. A confirmação foi dada à Razão Automóvel, em exclusivo, por fonte oficial da Volkswagen.
Segundo a mesma fonte, a decisão será anunciada hoje à noite por Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, num evento que antecipa a apresentação dos resultados anuais do grupo alemão.
Esta confirmação, que será oficializada hoje à noite, representa um marco significativo para a fábrica portuguesa, que reforça assim o seu papel no processo de eletrificação da marca e assegura um novo ciclo de investimento e emprego.
Como será o elétrico da Autoeuropa?
Para já, apenas é conhecido o protótipo ID.Every1 que antecipa as formas finais da versão de produção — nas imagens que acompanham este artigo.
Quanto ao nome da versão de produção, tem-se avançado Volkswagen ID.1, mas é possível que este nome possa mudar. Nomes à parte, há uma certeza: será o modelo mais acessível da gama ID e utilizará a plataforma MEB Entry, uma versão compacta da arquitetura dedicada a veículos elétricos do Grupo Volkswagen.
Nas linhas de produção da Autoeuropa, este novo 100% elétrico terá a companhia da segunda geração T-Roc, que é um dos SUV mais vendidos na Europa. A sua produção inicia-se este ano e permitirá à Autoeuropa «sonhar» com um 2025 ainda mais positivo do que 2024. Recordamos que 2024 foi o segundo melhor ano de sempre para a fábrica de Palmela.
As vantagens da Autoeuropa
Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen, deverá apresentar esta noite os motivos que levaram a marca alemã a escolher a Autoeuropa para produzir o seu elétrico mais acessível. A proximidade com o cluster espanhol de produção de baterias terá sido um desses fatores.
Além disso, a unidade de Palmela tem se destacado no seio da Volkswagen pela sua capacidade produtiva e de eficiência, fatores determinantes para garantir a produção de um modelo essencial para os planos de eletrificação da marca.
O ID.1 será fabricado na Autoeuropa para abastecer os principais mercados europeus, incluindo Alemanha, França, Espanha e Portugal. Com esta decisão, a fábrica portuguesa consolida a sua importância dentro do Grupo Volkswagen e reforça o seu compromisso com a transição energética no setor automóvel.
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