
Depois de alguns anos afastada da sua fórmula original — com SUV de grandes dimensões a dominar a gama — a smart prepara-se para recuperar a fórmula que esteve na origem da marca: um automóvel ultracompacto, com apenas dois lugares e pensado para a cidade. Chama-se #2 e é o sucessor do fortwo, o modelo que chegou ao mercado em 1998.
Revelado no Salão de Paris 2026, o novo citadino de dois lugares mantém a arquitetura característica. No entanto, os motores tricilíndricos Diesel e a gasolina ficaram para trás, dando lugar a uma motorização totalmente elétrica.
O smart #2 chega ao mercado em meados de 2027, mas já está disponível para encomenda, com preços a começar nos 19 990 euros. E nós já o pudemos conhecer ao vivo, ora veja:
A gama do smart #2 está dividida em quatro níveis de equipamento, com preços que começam abaixo da barreira dos 20 mil euros. Eis como se compõe a gama:
| smart #2 | Preço |
|---|---|
| Pure | 19 990 € |
| Pure+ | 20 990 € |
| Premium | 24 490 € |
| Couture Edition* | 25 690 € |
*A versão Couture Edition estará limitada a apenas 999 unidades na Europa.
A versão de entrada, Pure, inclui carregamento bidirecional Vehicle-to-Load (V2L), que permite alimentar dispositivos elétricos externos, faróis LED com ajuste automático dos máximos e sistema de Cruise Control adaptativo com função Stop & Go. A escolha de cores é mais limitada: preto, cinzento e branco.
Por mais mil euros, a versão Pure+ acrescenta banco do condutor aquecido e permite carregar a bateria em corrente alternada (AC) a 11 kW, em vez dos 7,4 kW da versão de entrada. Segundo a smart, o tempo de carregamento dos 10% aos 100% passa de cinco para três horas.
A Couture Edition, por sua vez, distingue-se pelas combinações de cores exclusivas e uma configuração específica de equipamento, sendo que terá uma produção limitada a apenas 999 unidades na Europa.
Se diferentes versões também costumam significar diferentes baterias e, consequentemente, diferentes autonomias, no smart #2 não é isso que acontece. Todas as versões do citadino elétrico recorrem a uma bateria LFP de 35,8 kWh, que alimenta um motor elétrico montado no eixo traseiro.
A potência não impressiona, mas chega para uma proposta cujo habitat natural será o centro urbano: 60 kW (82 cv) e 130 Nm de binário, que permitem acelerar dos 0 aos 100 km/h em 11,6 segundos e atingir uma velocidade máxima de 140 km/h.
A autonomia anunciada pela marca chega aos 290 km em ciclo WLTP, embora os valores sejam preliminares e estejam sujeitos a homologação final.