
Como previsto no final da semana passada, esta segunda-feira, 14 de setembro, começou com um novo aumento do preço do gasóleo simples.
Olhando para a evolução dos preços nas principais gasolineiras, o gasóleo simples subiu 5,5 cêntimos na Repsol e cinco cêntimos na Galp e BP. A gasolina, por sua vez, viu o seu preço cair 4 cêntimos por litro na Repsol 3,5 cêntimos na BP e 3,3 cêntimos na Galp.
Tomando estas variações como referência — e com os preços médios praticados sexta-feira, 11 de setembro, como ponto de partida —, esta semana o preço médio do gasóleo simples deverá rondar os 2,168 €/l — acima do máximo histórico registado em abril de 2,145 €/l . Já a gasolina simples deverá cair para aproximadamente 2,057 €/l.
Dito isto, os preços praticados continuam a estar extremamente elevados quando comparados aos valores antes do conflito no Médio Oriente: mais de 50 cêntimos por litro no caso do gasóleo e mais de 40 cêntimos no caso da gasolina.
A base de cálculo são, como habitualmente, os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), neste caso referentes à passada sexta-feira, 11 de setembro. Nesse dia, o gasóleo simples apresentava um preço médio de 2,113 €/l e a gasolina simples de 2,097 €/l.
Para tentar amortecer o impacto da subida dos combustíveis, o Governo mantém desde março um desconto extraordinário no ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos), cujo valor tem sido revisto semanalmente.
Esta semana, de acordo com a Portaria n.º 430-A/2026/1, de 11 de setembro, o desconto extraordinário aplicado ao gasóleo aumentou de 9,649 cêntimos por litro para 9,758 cêntimos por litro. Já na gasolina, face à perspetiva de redução do preço, o Governo reduziu o desconto de 7,548 cêntimos por litro para 6,592 cêntimos por litro.
A base de cálculo são, como habitualmente, os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), neste caso referentes à passada sexta-feira, 11 de setembro. Nesse dia, o gasóleo simples apresentava um preço médio de 2,113 €/l e a gasolina simples de 2,097 €/l.
Este mecanismo procura devolver, através de uma redução do ISP, a receita adicional de IVA arrecadada pelo Estado quando os preços dos combustíveis sobem mais de 10 cêntimos relativamente à semana de referência de 2 a 6 de março deste ano.
A medida tinha inicialmente validade apenas até ao final de junho, mas a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, garantiu que será mantida enquanto persistirem as atuais condições de mercado. Quando a situação estabilizar, o desconto deverá ser retirado gradualmente.
Esta redução extraordinária acumula com a medida fiscal existente desde 2022 para atenuar o impacto da subida dos combustíveis após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
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