
O passe ferroviário verde (PFV) está mais abrangente. O título mensal de 20 euros passa a poder ser utilizado também nos comboios urbanos de Lisboa e do Porto, eliminando uma das principais limitações que ainda existiam na utilização deste passe.
Na prática, quem utiliza exclusivamente o comboio para se deslocar pode deixar de precisar de combinar o PFV com outros títulos de transporte nas zonas abrangidas pelos passes Navegante e Andante.
No futuro, também está previsto o alargamento à Fertagus, permitindo a utilização do passe nas ligações entre Setúbal e Lisboa.
Para quem vive fora dos grande centros e utiliza o comboio para chegar a Lisboa ou ao Porto a diferença pode ser relevante. O Governo estima que esta alteração possa representar uma poupança de 480 euros por ano para alguns passageiros.
Além do preço, há outras características deste passe que se mantêm: o PFV continua sem permitir aceder aos restantes transportes públicos. Quem usar o autocarro, metro, elétrico ou barco para completar a viagem terá de adquirir o respetivo título.
Adicionalmente, o passe ferroviário verde continua a ter regras específicas para os Intercidades. Enquanto nos comboios urbanos, regionais e inter-regionais basta ter o passe válido para viajar, nos Intercidades é obrigatória uma reserva de lugar, feita gratuitamente nas 24 horas anteriores à viagem, e sempre em segunda classe.
As reservas podem ser efetuadas através dos canais oficiais da CP e estão limitadas a duas distintas por dia. Recordamos que uma viagem num Intercidades sem fazer a reserva obrigatória, mesmo tendo o PFV, significa viajar sem título válido, o que pode resultar numa coima.
Por fim, o Alfa Pendular continua excluído, assim como a primeira classe dos Intercidades e dos Inter-regionais.
O impacto financeiro estimado pelo Governo para esta extensão aos serviços urbanos de Lisboa e do Porto é de 1,5 milhões de euros por ano. Abaixo pode consultar o mapa da rede do PFV, mais informações na página oficial

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