MG quer fugir às tarifas com elétrico produzido aqui ao lado

há 16 horas atrás - 26 Outubro 2026, razaoautomovel
MG Go
MG Go
O novo elétrico da MG deverá ser produzido em Ferrol, na Galiza, e a escolha de Espanha para instalar a fábrica não é um acaso.

A guerra dos elétricos baratos está a ganhar novos protagonistas. Depois do MG4 Urban, a marca britânica do grupo chinês SAIC prepara um modelo ainda mais pequeno e acessível: o MG Go!.

Com cerca de quatro metros de comprimento, o novo elétrico vai apontar ao Renault 5 e ao MINI Cooper. O preço ainda não foi anunciado, mas devido ao seu posicionamento, deverá ficar abaixo dos 23 900 euros pedidos pelo MG4 Urban, dando-lhe uma importante vantagem face aos seus concorrentes mais próximos.

Revelado no Goodwood Festival of Speed, o MG Go! nasceu como protótipo no centro de design da MG em Londres. A versão de produção deverá conservar grande parte do visual, com uma estética retro-futurista sobre a qual até já nos debruçámos.

Mecânica partilhada?

Ainda não há dados técnicos confirmados para o MG Go!, mas uma das possibilidades passa por aproveitar a mecânica do MG4 Urban.

A concretizar-se essa hipótese, o novo modelo poderá recorrer à plataforma E+, apresentando-se com tração dianteira e um motor elétrico de 110 kW (150 cv), associado a uma bateria LFP de 43 kWh.

Produzido em Espanha para fugir às tarifas

O que parece praticamente fechado é que o MG Go! será produzido em Ferrol, na Galiza, na primeira fábrica europeia da SAIC. A informação está a ser avançada pelo jornal espanhol La Tribuna de Automoción, com base em fontes do setor.

A produção naquela unidade fabril está prevista arrancar no final de 2028, com 70 000 veículos por ano e capacidade para chegar aos 120 000. O investimento deverá criar cerca de 2000 postos de trabalho, metade dos quais diretos.

A escolha de Espanha tem uma razão económica, pois tem o potencial de evitar as tarifas adicionais impostas pela União Europeia. Os elétricos da SAIC fabricados na China pagam atualmente uma tarifa adicional de 35,3%, além dos direitos aduaneiros de 10%.

Fica por confirmar se o futuro elétrico conseguirá «fugir» às tarifas, pois, numa primeira fase, a fábrica servirá apenas de linha de montagem com conjuntos de componentes importados da China (Completely Knocked Down ou CKD). Só mais tarde a fábrica terá operações de estampagem, construção de carroçarias ou pintura.

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