
Desde 1 de março, todos os veículos com ações de recolha da marca por cumprir passaram a ser automaticamente reprovados na inspeção periódica obrigatória. A decisão é do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e os primeiros números já mostram o impacto significativo.
Entre o início de março e 10 de abril, foram reprovadas 3453 viaturas com ações de recolha pendentes — uma média de 84 veículos por dia —, segundo dados do instituto, citados pelo Negócios. Este número representa 8% das cerca de 40 mil reprovações registadas, em média, todos os meses nas inspeções periódicas em Portugal.
Um recall, ou ação de recolha, acontece quando um fabricante identifica um defeito num lote de veículos já comercializado e convoca os proprietários para reparar ou substituir a peça ou sistema afetado, geralmente de forma gratuita.
Normalmente, o primeiro contacto é feito através de carta registada, um método que nem sempre se revela eficaz, sobretudo em casos de mudança de morada ou venda do veículo. Como resultado, muitos proprietários podem nem sequer saber que têm um recall por cumprir.
De acordo com os dados revelados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), existem cerca de 87 mil veículos em Portugal com ações de recall pendentes. A 10 de abril, João Jesus Caetano, presidente do IMT, revelou que esse número já tinha descido para 69 571 veículos.
Para facilitar a consulta, o IMT e a ACAP desenvolveram a plataforma RECALL, onde é possível verificar gratuitamente se um veículo tem alguma ação de recolha ativa. Para isto, basta introduzir a matrícula ou o VIN (Número de Identificação do Veículo) do automóvel.
Se houver uma operação de recolha pendente, o proprietário deve contactar um concessionário oficial da marca e agendar a intervenção.
O IMT alerta que, mesmo sem ações de recolha ativas, é recomendável consultar a plataforma regularmente, especialmente antes da inspeção periódica, para garantir que quaisquer atualizações do fabricante sejam detetadas a tempo.
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