Os trabalhadores da EMEL — Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, avançaram com uma greve parcial entre os dias 22 e 25 de junho, numa altura em que as negociações salariais entre os representantes dos trabalhadores e a administração da empresa continuam sem acordo.
A decisão foi tomada esta segunda-feira, durante um plenário realizado nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, onde os trabalhadores manifestaram descontentamento com a proposta de atualização salarial apresentada pela empresa.
Segundo os representantes, os trabalhadores reivindicam uma atualização salarial mais significativa e a resolução de outras matérias relacionadas com condições de trabalho e valorização da antiguidade.
Embora a greve tenha origem num diferendo laboral, os seus efeitos poderão fazer-se sentir junto dos utilizadores dos serviços da EMEL, sobretudo nas áreas de fiscalização do estacionamento e gestão da mobilidade urbana.
Para já, a EMEL não avançou com estimativas sobre o impacto da paralisação. No entanto, sendo a empresa responsável pela fiscalização do estacionamento regulado em Lisboa, bem como pela gestão de vários parques e serviços de mobilidade, uma adesão significativa poderá traduzir-se numa redução temporária da atividade operacional em algumas zonas da cidade.
O alcance real dos efeitos dependerá da adesão dos trabalhadores à greve e da capacidade da empresa para reorganizar os serviços durante esse período.
Os trabalhadores aprovaram a realização de um novo plenário para o dia 26 de junho, imediatamente após o período de greve.
Adicionalmente, os trabalhadores da empresa mostraram o seu apoio e participação na greve geral marcada para amanhã, 3 de junho.
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