Adeus às moedinhas? EMEL avalia fim de parquímetros físicos

há 9 horas atrás - 19 Abril 2026, razaoautomovel
Adeus às moedinhas? EMEL avalia fim de parquímetros físicos
A EMEL está a estudar a possibilidade de eliminar os parquímetros em Lisboa, apostando apenas no pagamento digital.

A possibilidade de pagar o estacionamento com moedas poderá ter os dias contados em Lisboa. A EMEL está a avaliar o fim dos parquímetros físicos e a transição para um modelo totalmente digital, uma mudança que a própria empresa confirmou ao jornal Público.

De acordo com a informação avançada, está em curso um estudo para analisar os hábitos dos utilizadores e perceber o grau de aceitação desta alteração. Só depois dessa fase será lançado um projeto-piloto numa zona da cidade, ainda por definir, antes de qualquer decisão mais abrangente.

Pagamento digital ganha peso

A proposta não surge por acaso. Nos últimos anos, o pagamento digital do estacionamento tem vindo a ganhar terreno de forma consistente. Em 2025, cerca de 74% dos pagamentos já foram realizados através de meios eletrónicos, como a aplicação da EMEL ou sistemas como a Via Verde. Em 2021, esse valor situava-se nos 52%.

A tendência é clara e reflete, segundo a empresa, mudanças nos hábitos dos condutores, que aceleraram, sobretudo, no período pós-pandemia. Além da conveniência para o utilizador, que pode iniciar ou prolongar o estacionamento à distância, há também o argumento da redução de custos para a EMEL.

A rede atual conta com mais de 3100 parquímetros espalhados por Lisboa, o que implica uma operação logística complexa e com encargos significativos. Desde a recolha de numerário à manutenção técnica, passando pela resolução de avarias (em média, cada parquímetro regista quase oito avarias por ano), a que se juntam os problemas de vandalismo. Desde 2020, terão sido registados cerca de 3400 atos deste tipo.

A pressão cresce para encontrar alternativas mais eficientes, o que justifica a decisão da EMEL em ter já começado a reduzir o número de parquímetros em Lisboa. Desde maio de 2024, foram retirados 225 parquímetros das ruas da cidade.

Transição levanta dúvidas

Apesar das vantagens evidentes, a mudança para um modelo totalmente digital não está isenta de desafios. A acessibilidade é uma das principais questões, sobretudo para utilizadores menos familiarizados com tecnologia ou sem acesso a smartphones.

O projeto-piloto deverá servir precisamente para testar esses limites: perceber o impacto na rotação do estacionamento, na experiência dos utilizadores e na eficiência global do sistema. A decisão final só será tomada depois desta avaliação.

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