Um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio, mas o WRC poderá regressar a Portugal antes do final de 2026. Por enquanto, é apenas uma possibilidade, mas ganhou força depois de a AutoHebdo apontar o Rali das Seis Cidades do Norte de Portugal como favorito a substituir o Rali da Arábia Saudita caso este seja cancelado..
A publicação francesa não é, contudo, a única a dar conta de que o final da temporada está longe de estar garantido. O site DirtFish revela que a realização do Rali da Arábia Saudita está sob análise e que a própria FIA estabeleceu meados de setembro como prazo para tomar uma decisão.
A questão ganhou ainda mais peso depois de outras competições internacionais terem alterado os seus planos para po Médio Oriente. A Fórmula 1 retirou do calendário os Grandes Prémios do Bahrain e da Arábia Saudita que deveriam ter acontecido em abril, enquanto o Mundial de Resistência substituiu as suas provas do Qatar e Bahrain por rondas em Barcelona e Monza.
Se a prova saudita não se realizar, existem duas possibilidades: o campeonato termina com 13 rondas ou é encontrada uma substituta. E é neste segundo cenário que entra Portugal.
Segundo a AutoHebdo, o Rali das Seis Cidades do Norte de Portugal é o favorito a ocupar esse lugar. A prova está marcada para 23 a 25 de outubro e encerra o calendário do Campeonato da Europa de Ralis (ERC).
Há argumentos a favor desta solução. Tal como o Rali da Arábia Saudita, disputa-se em terra e, sobretudo, é uma prova que já está a ser preparada, o que reduziria uma parte das dificuldades logísticas associadas à organização de uma ronda do WRC em tão pouco tempo.
Caso esta solução avance, Portugal receberá duas provas do WRC no mesmo ano, depois de o Rali de Portugal ter passado pelos troços nacionais em maio.
Mas ainda há vários obstáculos pelo caminho. A AutoHebdo fala apenas numa possibilidade, a FIA ainda não decidiu se o Rali da Arábia Saudita será cancelado e, mesmo que isso aconteça, dentro do próprio WRC não existe consenso sobre a necessidade de encontrar uma substituição.
Jari-Matti Latvala, diretor da equipa Toyota no WRC, considera que o campeonato poderia perfeitamente terminar com 13 rondas e que o calendário já tem provas suficientes.
Já Emilia Abel, responsável da FIA pelos desportos de estrada, lembra que retirar simplesmente a ronda saudita também tem consequências, sobretudo para os pilotos do WRC2, que definiram os seus programas tendo em conta as provas escolhidas e os respetivos pisos.