Portagens já renderam mais de 155 milhões nos primeiros seis meses do ano

2 Outubro 2019 - Auto Monitor

Portagens já renderam mais de 155 milhões nos primeiros seis meses do ano

As receitas em portagens em vias rodoviárias aumentaram no primeiro semestre deste ano para os 155,8 milhões de euros, face ao período homólogo – um aumento de 4% (6,4 milhões de euros).

No relatório deste primeiro semestre de 2019, enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pela Infraestruturas de Portugal (IP), a empresa pública enalteceu a "evolução positiva" dos lucros das portagens, que marcaram um acréscimo de 6,4 milhões de euros em comparação com o mesmo período de 2018.

Sobre os pagamentos efetuados às concessões e subconcessões rodoviárias o montante total foi de 636,5 milhões de euros – contudo o Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) não está incluído nestas contas.

"Na comparação com o período homólogo de 2018 verifica-se uma diminuição dos encargos em 89,6 milhões de euros, dos quais 39,7 milhões de euros são relativos à rubrica de comparticipações e reequilíbrios, devido ao pagamento no 1.º semestre de 2018 de indemnização à Concessão Douro Interior, por conta do Estado Português, no valor de 43 milhões de euros", explicou a empresa público no relatório enviado à CMVM.

Nos primeiros seis meses de 2019, a IP aumentou em 18% as despesas em manutenção e em conservação da rede rodoviária – que chegaram aos 77 milhões de euros -, ao mesmo tempo que incrementou 44% o investimento, para 58,8 milhões de euros (dos quais 41,4 milhões de euros do Programa de Investimentos Ferrovia 2020).

O resultado líquido foi de 35 milhões de euros, confirmando-se, em relação a 2018, uma descida de 12,4 milhões de euros que, de acordo com a empresa pública, resulta, sobretudo, do aumento dos gastos em conservação das vias nacionais.

No cômputo final, o resultado financeiro apurado prejuízos de 101,4 milhões de euros, traduzindo-se num desagravamento de 14,2 milhões de euros face a igual período de 2018. Já a dívida financeira do grupo público, que no final do passado semestre era de 5.208 milhões de euros, diminuiu 537 milhões de euros (era de 5.745 milhões de euros em dezembro de 2018).

 

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