A terceira geração do Peugeot 208 deveria ser revelada em 2026 e marcar a transição definitiva do utilitário francês para a eletrificação. Contudo, a procura por elétricos continua a crescer abaixo do esperado, levando a Peugeot a adiar a apresentação do utilitário francês para 2027.
Apesar disso, o plano passava por substituir o modelo atual, mas a Peugeot decidiu alterar a estratégia. Em vez de retirar o atual 208 de produção, a marca pretende mantê-lo em comercialização ao lado da nova geração elétrica, oferecendo uma alternativa aos clientes que ainda não estão preparados para dar o salto para um elétrico. Ou seja, a mesma estratégia ponderada pela Opel para a próxima geração do Corsa.
Quem o confirmou foi Alain Favey, diretor-executivo da Peugeot, em declarações à Autocar: “Vamos continuar a oferecer o 208 na sua configuração atual para responder à parte do mercado que ainda não está preparada para os elétricos e continuará a precisar de soluções a combustão ou híbridas”.
Até 2030… ou enquanto houver procura
A atual geração do Peugeot 208 está disponível com um motor a gasolina, duas versões híbridas ligeiras (mild hybrid) e uma variante 100% elétrica.
Segundo Alain Favey, as motorizações térmicas permanecerão na gama “enquanto existir procura”, deixando em aberto a possibilidade de continuarem à venda para lá de 2030. Apesar disso, o responsável sublinhou que a aposta da Peugeot continua centrada nos automóveis elétricos.
“O nosso entendimento é que a procura por veículos elétricos a bateria vai crescer de forma muito acentuada. Acreditamos que continuará a aumentar nos próximos anos e é precisamente aí que estará o nosso foco. Por isso, para nós, o lançamento do novo E-208 é o acontecimento mais importante do segmento B”, acrescentou.
Para se manter alinhado com a próxima geração, tudo indica que o atual 208 venha a receber uma atualização estética mais profunda, tanto ao nível do exterior como no habitáculo, aproximando-se da identidade visual do futuro E-208.
O que esperar do futuro E-208?
O futuro Peugeot 208 não será apenas uma nova geração, será também um ponto de viragem tecnológico. É esperado que recorra à plataforma STLA One da Stellantis, desenvolvida sobretudo para veículos elétricos, embora tecnicamente compatível com motorizações térmicas.
Promete maior eficiência, autonomias que poderão ultrapassar os 500 quilómetros, uma arquitetura eletrónica mais avançada, atualizações remotas e um maior foco no software. As formas finais continuam por revelar, mas já se sabe que o habitáculo deverá estrear o Hypersquare, o novo conceito de volante da Peugeot.