Kia EV6. Não é SUV, mas promete bastante

2 Novembro 2021 - turbo

Kia EV6. Não é SUV, mas promete bastante

Depois da Hyundai e do seu Ioniq 5, também a “irmã” Kia tem já em Portugal o seu novo modelo 100% elétrico, o EV6. Uma proposta que, inquestionavelmente, vem trazer à marca sul-coreana outras aspirações e que a TURBO teve oportunidade de conhecer, in loco, num primeiro e curto contacto, em Lisboa.

Baseado na mesma plataforma que o “primo-direito” Ioniq 5, a arquitectura exclusiva para veículos elétricos e-GMP, o EV6 é, também para a Kia Portugal, o produto há muito esperado: atraente, de aspecto e soluções vanguardistas, com bons argumentos familiares, mas também e assumidamente, concebido para elevar o posicionamento de uma marca que, hoje em dia, já não se bate, apenas e só, pelo preço; muito pelo contrário!

Aliás e a atestar a nova estratégia do fabricante sul-coreano no nosso mercado, surge um crescimento sustentado e significativo nas vendas – mais de 50% – já em 2021, e que coloca a Kia no topo do lote das 15 marcas que mais têm crescido. Detendo, mesmo, hoje em dia, a maior quota de mercado já exibida no nosso País: 3,3%.

Neste momento e com o – finalmente! – desembarcado EV6, o objectivo passa, assim e segundo assumem os responsáveis da marca, a ser apenas um só: subir ao top ten dos construtores mais vendidos, e ainda mais rápido do que inicialmente estipulado!

A sustentar muito deste objectivo, uma proposta que o próprio director geral da Kia Portugal não se coíbe de descrever como “um carro de outra geração”. E cujo potencial de sucesso surge confirmado através das 70 unidades já vendidas, durante a fase de pré-encomendas e ainda sem qualquer unidade para amostra. Levando, mesmo, João Seabra a afirmar que,”acredito que vamos vender todas as unidades que viermos a receber, e que deverão ser entre 150 a 180, ainda durante o presente ano”.

Com 740 km e capacidade de carregamento ultrarrápido
Foi, assim e de certa forma, impelidos por esta confiança extrema dos responsáveis da Kia Portugal, que aceitámos o convite para um curto – curtíssimo, já que foram apenas 10 quilómetros… – primeiro contacto com uma das primeiras unidades EV6 chegadas ao nosso País. Neste caso, a versão intermédia GT-Line (49.950€), a única presente no evento, ainda que, disponível desde o momento do lançamento comercial, já no próximo dia 30 de outubro, esteja também a versão de entrada, Air (49.750€, 43.950€ com campanha de lançamento).

Já para a versão topo de gama, o mais desportivo e-GT (70.700€; 64.950€ com campanha), os interessados terão de esperar um pouco mais, uma vez que a previsão é que só chegue lá para 2023.

No caso do “nosso” GT-Line, um sistema de propulsão 100% elétrico com um só motor, a prometer 229 cv, embora com a totalidade da potência direccionada apenas para as generosas rodas traseiras de 19″ (de série). Com a energia a provir de uma bateria de 77,24 kWh, a prometer uma autonomia a rondar os 740 km.

Contudo e para quem não necessitar de tanto, disponível estará, ainda, uma bateria mais pequena, de 58 kWh, a prometer cerca de 578 km de autonomia. Ao mesmo tempo que, o motor elétrico, não vai além dos 172 cv.

Ao mesmo tempo e presentes em todas as soluções, tecnologias como o sistema de carregamento múltiplo ultrarrápido e que, segundo fabricante, permite recuperar entre 10 a 80 por cento da carga das baterias em apenas 18 minutos – o que significa qualquer coisa como 4,5 minutos, para “abastecer” energia suficiente para mais 100 quilómetros -, com a tecnologia a conseguir, inclusivamente, destrinçar, por si própria, entre sistemas de carregamento de 400 ou 800V. Para os quais, diga-se, não necessita de qualquer equipamento adicional.

Finalmente e entre muitas outras mais-valias, a tecnologia V2L, ou ‘Vehicle To Load’, e que permite ao EV6 tornar-se uma espécie de bateria de carga para outros equipamento elétricos, veículos inclusive, ao conseguir fornecer potências de carregamento de 220V, tanto no interior, como no exterior.

Um SUV?! Olhe que não, olhe que não…
Entretanto e já com o EV6 perante nós, a confirmação daquilo que as fotografias já anunciavam, uma proposta de linhas marcantes e charmosas, ainda que, na postura, distante do anunciado posicionamento crossover. O que, diga-se, não lhe faz falta nenhuma!…

Transpostas as amplas portas a que não falta sequer “a moda do momento”, que são as pegas destacáveis, um habitáculo agradável, levemente futurista e espaçoso, assim como com uma óptima ergonomia e funcionalidade. Sustentada, neste último caso, nos vários e amplos espaços de arrumação, principalmente abertos.

Menos positivo, uma cerca sensação de déjà vu, desde logo, no amplo painel curvo que ocupa grande parte do tablier e que integra dois ecrãs 100% digitais de 12,3″. Com o da instrumentação a replicar o layout já conhecido dos Hyundai e, tal como estes, um pouco difícil de assimilar ao início; bem mais fácil, sem dúvida, o head-up display com tecnologia de Realidade Aumentada.

Quanto ao ecrã central, parte do sistema de infoentretenimento, embora suficientemente intuitivo, também não evita as semelhanças com as soluções patentes da marca irmã.

Claramente importada dos SUV e crossovers, parece ter sido, sim, a posição de condução, mesmo com várias opções de regulação de volante e banco, com o condutor a ser colocado numa posição mais alta, a favorecer o acesso à generalidade dos comandos, mais até do que na visibilidade traseira. Dificuldade que, no entanto, acaba facilmente ultrapassada pelo conjunto de câmaras 360° e que, inclusivamente, garantem a mesma funcionalidade de captação da imagem no ângulo morto que já vimos no Hyundai Santa Fe, e que, tal como neste, é projectada no painel de instrumentos, sempre que accionamos o sinal de mudança de direcção.

Num ambiente com muitos e bons espaços de arrumação abertos, assim como várias entradas USB e USB-C – as colocadas nas laterais das costas dos bancos dianteiros, para uso dos passageiros de trás, são uma verdadeira inovação! -, elogios, merecidos, para a excelente e confirmada habitabilidade para cinco adultos. Mesmo com assentos traseiros fortemente subidos à frente e inclinados para trás, como forma de compensar a pouca altura face ao piso, devido à colocação das baterias.

Mas também e uma vez rebatidas as costas, a darem continuidade ao piso de uma bagageira com portão de accionamento elétrico e 520 litros de capacidade. Isto, mais os 52 litros da chamada ‘frunk‘, ou seja, o fundo espaço de carga sob o capot dianteiro, onde tradicionalmente fica instalado o motor (de combustão) e ao qual, neste EV6, não falta sequer um ponto de luz!

Ao volante
Confortavelmente instalados ao volante, o accionar do botão Start colocado na consola entre os bancos, seguido do rodar do botão que serve de selector de marcha, com o EV6 a revelar, logo nos primeiros quilómetros, um pisar aveludado mas informativo, e que, em conjunto com a direcção, também ela confortável e sem muito tacto, anuncia uma personalidade mais descontraída, da parte deste eléctrico.

Carácter que, diga-se, não muda, nem mesmo quando decidimos experimentar o modo ‘Sport‘, disponível através do pequeno botão ‘Drive’ posicionado entre os braços de volante. Altura em que, apenas o motor, a partir daí com uma maior genica e vivacidade no desempenho, passa a querer corresponder às (supostas) ambições mais desportivas. Faltando-lhe, então, a mesma disposição da parte da suspensão, a qual mantém a mesma permissividade no controlo das transferências de massas, não deixando de recomendar um imediato levantar do pé do acelerador…

Regressados ao estágio inicial de condução, ou seja, desfrutando do andamento relaxante e da paisagem, a oportunidade de experimentar e ficar convencidos com a atuação do sistema de recuperação de energia na travagem, que, com os seus quatro níveis de intensidade, seleccionáveis através das patilhas no volante, oferece, inclusivamente, a funcionalidade i-Pedal. Que, neste EV6, consegue imobilizar o veículo, sem que tenhamos de lançar o pé ao travão.

Com os 10 quilómetros de trajecto pré-delineado já a acabar, tempo, ainda, para passar pelo terceiro modo de condução, ‘Eco‘, mais vocacionado para a obtenção de melhores médias nos consumos. Médias que, ainda assim e apesar do contacto ter sido feito num trajecto muito curto e quase só citadino – e, por isso, favorável ao desempenho do sistema elétrico… -, não desceram abaixo dos 18,6 kWh/100 km.

Chega no dia 30… também a pensar nas empresas
Entregue o EV6 aos respectivos donos, tempo ainda para apurar que o novo elétrico da Kia vai estar nos concessionários nacionais, já a partir do próximo dia 30 de outubro.

Também por essa altura, passará a estar disponível uma campanha de renting de lançamento e que irá permitir adquirir um EV6, versão AIR, com bateria de 58 kWh, por um valor mensal de 499€/mês + IVA. Prestação que contempla um contrato de 60 meses, com 10.000 km/ano, manutenção programada, seguro (2% de franquia), pneus ilimitados, viatura de substituição e IUC.

De resto e também a pensar especificamente nas empresas, a disponibilização desta mesma versão, ao abrigo de uma campanha de lançamento, apenas para empresas, pelo valor de 35.950€ + IVA.

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