Já em Fevereiro. Rallye das Camélias regressa em 2022 com novidades

3 meses, 3 semanas atrás - 3 Fevereiro 2022, turbo
Já em Fevereiro. Rallye das Camélias regressa em 2022 com novidades
Dando continuidade a uma prova que ganhou já o seu espaço no cenário automobilístico nacional, a organização do novo Rallye das Camélias acaba de apresentar a edição de 2022. Evento que terá início já no próximo dia 25 de fevereiro, nos concelhos de Cascais, Mafra e Sintra, este ano, com algumas novidades face à prova de 2021.

Competição automobilística que tem lugar nos troços de uma prova que remonta à década de 70 do séc. XX, o novo Rallye das Camélias prepara-se, agora, para voltar a sair, 42 anos depois da primeira edição, para a estrada. Em 2022, mais uma vez pelas estradas dos concelhos de Cascais, Mafra e Sintra, mas também com um percurso aumentado, com mais 80 quilómetros de classificativas.

Apresentada nas instalações do novo patrocinador principal, o bilstein group, a edição de 2022 da lendária prova, que nesta nova fase da sua existência e após 19 anos de interregno, leva já três edições cumpridas, em quatro anos (2020 foi um ano de pausa forçada, por causa da pandemia de COVID-19), surge, assim, reforçada, para um ano em que também registará alguns regressos. Desde logo, o regresso às instalações dos Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra, onde voltará a estar sediado o centro de comando e de operações do rali.

De resto e numa edição em que, segundo revelou à TURBO o principal responsável pela organização do rali, Luís Caramelo, “conta já com mais de 60 equipas inscritas” – entre as quais, a do campeão de 2021, Rui Madeira, e do vencedor de 2019, Pedro Clarimundo -, embora as inscrições só fechem “lá para o dia 23 de fevereiro, sensivelmente”, novidade, ainda, quanto àquele que será “o carro 0, ou 00, ainda não está decidido: o Toyota GR Yaris que fará o Toyota Gazoo Racing Iberian Cup. Carro de competição do qual a Inside Motors comprou dois, para a fazer o troféu, mas que irá fazer a sua estreia, se calhar até mesmo a nível mundial, no Rallye das Camélias”.

Com o Estoril como referência
Relativamente ao traçado deste ano, o arranque, mais uma vez, nos jardins do Casino do Estoril, dia 26 de fevereiro. Isto, já depois da realização das verificações técnicas e administrativas, no dia 25, nas instalações dos Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra.

A saída para a primeira classificativa (PEC 1) tem lugar às 09h38m, com os pilotos a fazerem os 10,06 km do troço Sintra-Pé da Serra, para, em seguida, cumprirem, a partir das 10h06m, o PEC 2, entre Azóia e Cascais, com um total de 11,25 km. Ainda de manhã, às 11h14m, arranca a classificativa Monte Gordo/Gradil, com 13,51 km, seguindo-se o reagrupamento dos carros, em Mafra, a partir das 11h50.

Com a primeira assistência prevista para as 14h00, os carros voltam à competição, a partir das 15h03m, na PEC 4, no Codeçal, com um total de 10,69 km, seguindo-se a PEC 5, no Livramento, às 15h46m, com 7,21 km.

Realizada a segunda Assistência, a partir das 16h16m, segue-se a PEC 6, às 17h30m, com um troço de 14,53 km já na zona de Sintra, mais concretamente nos Capuchos. Terminando o dia com a realização do PEC 7, que será, no fundo, uma segunda passagem pelo mesmo traçado, com início às 19h20m. E que, conforme destaca Luís Caramelo, também significa que, “até por estarmos ainda em Fevereiro, os pilotos vão fazer os Capucho já de noite, tornando ainda maior o espectáculo”.

Completado este último troço, o Rallye das Camélias 2022 termina, mais uma vez, nos Jardins do Casino do Estoril, com o pódio final e a consagração de todos os vencedores. Seja à geral, como nas mais diferentes categorias.

“Pandemia tem sido o maior problema”
Sobre a edição deste ano e as dificuldades sentidas para colocar de pé mais uma edição deste emblemático rali, Luís Caramelo explicou, em declarações à TURBO, que acabou sendo “fácil, ou, pelo menos, mais fácil do que foi na primeira edição”.

A justificar esta ideia, “o empenhamento dos concelhos envolvidos – Cascais, Sintra e Mafra -, embora existam sempre dificuldades a ultrapassar, como acontece quando mudam as chefias, por exemplo, ao nível da GNR, Protecção Civil, etc… Aí, é preciso explicar tudo de novo”.

No entanto e exceptuando este aspecto, “a prova monta-se de forma relativamente fácil, já sabemos o que é preciso fazer, pelo que, pelo menos nas duas últimas edições, a maior dificuldade terá, mesmo, sido, a pandemia. Porque não se podem indicar zonas de espectáculo, não se pode chamar o público, é preciso evitar grandes aglomerações… Pode dizer-se que têm sido essas as maiores dificuldades”, conclui o mesmo responsável.

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