Já disponível em Portugal. Conduzimos o novo Renault Megane E-Tech Elétrico

11 meses, 1 semanas atrás - 7 Março 2022, turbo
Renault Megane E-Tech
Renault Megane E-Tech
O novo Renault Megane E-Tech Elétrico já anda por aí. É mesmo possível encontra-lo num concessionário da marca do losango. No entanto, é só para ver e fazer a encomenda. Nós já o conduzimos, embora as primeiras unidades só tenham chegada marcada para setembro.

Embora partilhe o nome próprio com o Megane que conhecemos, o novo Renault Megane E-Tech Elétrico tem pouco em comum com irmãos de motor térmico. Na verdade está mais próximo do primo Nissan Ariya.

Uma proximidade justificada pela arquitetura CMF-EV partilhada por ambos. No entanto, ao contrário do Nissan, o Renault tem sempre tração dianteira. Também o motor e as baterias têm especificações próprias.

Conduzimos o Renault Megane E-Tech Elétrico no Sul de Espanha, por estradas de serra com piso irrepreensível. Neste cenário, destaca-se o equilíbrio bastante neutro, caraterístico dos automóveis elétricos.

Centro de gravidade baixo
Com a bateria a baixar o centro de gravidade, o Megane Elétrico revela-se muito previsível. Se a direção fosse tão comunicativa quanto é rápida seria perfeita.

Para além do conforto, a suspensão multibraço traseira reforça o comportamento. O Megane elétrico convida mesmo a balancear o movimento de uma curva para a seguinte.

Oscilando entre a falta de sensibilidade na parte inicial do curso e excesso de intensidade na final, os travões não dão descanso ao ABS. A travagem regenerativa também não ajuda.

Pedal automático
Principalmente no modo mais intenso dos quatro disponíveis, onde o pedal se movimenta em função da carga aplicada. É estranho procurar o pedal da esquerda e perceber que este se encontra mais abaixo do que o esperado. Torna o doseamento da travagem muito mais difícil.

Conduzindo sobre um alcatrão tão liso que acabou polido, o Renault Megane E-Tech Elétrico com bateria de 60 kWh e 220 cv lutou para colocar os 300 Nm no chão. Mesmo cumprindo os limites de velocidade das zonas urbanas.

A esta bateria junta-se uma menos potente, com 40 kWh. A autonomia desta ronda os 300 km, enquanto a de 60 kWh pode chegar aos 470 km.

Esta última pode carregar até 150kW, necessitando de meia hora para repor a bateria dos 10 aos 80%. O carregamento mais rápido da bateria menos potente é de 22 kW, situação onde são precisas duas horas para repor totalmente a carga.

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