
O novo Aeroporto Luís de Camões, que será construído em Alcochete, numa área que abrange parte do atual Campo de Tiro, representará um investimento entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros (a preços de 2024).
Para garantir o acesso à nova infraestrutura, estão previstas centenas de quilómetros de novas estradas, uma nova ponte sobre o Tejo e uma ligação ferroviária dedicada ao aeroporto. Segundo o Governo, estas obras permitirão chegar ao novo aeroporto em cerca de 20 minutos por comboio a partir do centro de Lisboa.
O que vai mudar?
A rede rodoviária será profundamente reforçada para servir o futuro Aeroporto Luís de Camões. Estão previstos 250 quilómetros de novas estradas e mais de 50 quilómetros de vias requalificadas, incluindo melhorias nas ligações das estradas nacionais EN4, EN10 e EN119, a ligação da A33 à A12 e à A13, a construção do IC13 entre o aeroporto, Ponte de Sor e Alter do Chão, bem como a duplicação da EN118.
Além da componente rodoviária, será construída a Terceira Travessia do Tejo, uma nova ponte rodoferroviária entre Chelas e o Lavradio, no Barreiro. A infraestrutura será determinante para assegurar o acesso ferroviário ao novo aeroporto.
A partir desta travessia nascerá uma nova linha ferroviária dedicada ao Aeroporto Luís de Camões, cuja entrada em funcionamento está prevista para 2034. A infraestrutura contará com uma nova estação, servida por quatro linhas e três plataformas, permitindo ligações diretas ao centro de Lisboa e aos comboios de longo curso.
Segundo o Governo, cerca de 20 milhões de passageiros por ano deverão utilizar o comboio para chegar ou sair do aeroporto.
Quando entra em funcionamento?
A construção do Aeroporto Luís de Camões deverá arrancar em 2029 e ficar concluída em 2033. A abertura está prevista para 2035, depois de concluídos os testes operacionais e o processo de certificação.
O relatório técnico foi entregue ao Governo dentro dos prazos previstos no contrato da concessão. De acordo com o calendário apresentado pela ANA, o próximo passo será a entrega do Estudo de Impacto Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente, prevista para o final de julho.
Já o relatório financeiro deverá ficar concluído até janeiro de 2027, estando a candidatura final prevista para janeiro de 2028.
Para financiar o projeto, a ANA prevê emitir cerca de sete mil milhões de euros em dívida. A concessionária propõe ainda um aumento gradual das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030, de forma a suportar parte do investimento.
Quero um elétrico
A entrada em funcionamento do Aeroporto Luís de Camões dependerá não apenas da conclusão da infraestrutura aeroportuária, mas também da execução das novas ligações rodoviárias e ferroviárias que irão assegurar o acesso ao futuro aeroporto.
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