O BEN, um pequeno carro elétrico português desenvolvido pelo CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento -, em Matosinhos, recebeu esta quarta-feira a homologação da União Europeia, um passo essencial para poder circular legalmente em todos os Estados-membros.
Esta certificação marca uma etapa decisiva no projeto e abre caminho para o início da produção do veículo, que se posiciona como uma solução inovadora para a mobilidade urbana.
Com a homologação concluída, o CEiiA vai avançar para a produção de uma primeira série de veículos na BEN Garagem, também localizada em Matosinhos. Numa segunda fase, estão previstos lotes de edições limitadas, adaptadas a diferentes aplicações e serviços de mobilidade.
Este período inicial servirá igualmente para a evolução do produto e da unidade piloto de produção, que terá capacidade para fabricar até 200 unidades por ano.
De dimensões compactas, semelhantes às de um Citroën Ami, o BEN foi concebido para ser utilizado como serviço de mobilidade partilhada e não como veículo de uso individual. O foco está na acessibilidade, sustentabilidade e flexibilidade, respondendo a novos modelos de mobilidade urbana.
Contador de emissões evitadas
Além de fabricado em Portugal, um dos seus elementos diferenciadores é o contador de emissões de dióxido de carbono evitadas, registando o CO2 que deixa de ser emitido em cada quilómetro percorrido face a um carro a combustão.
O BEN assenta em duas plataformas: a SPIRIT, digital, que permite identificação do utilizador, chave digital partilhada e monitorização das emissões, e a BODY, física, modular e flexível.
Com 2,50 metros de comprimento, até três lugares e capacidade de carga entre 100 e 400 litros, o BEN pode ser adaptado ao transporte de passageiros ou pequenas entregas.
Segundo o CEiiA, o veículo está também preparado para um futuro com condução autónoma, reforçando o seu potencial como solução integrada de mobilidade urbana partilhada.
Quando chega?
A produção em larga escala do BEN está planeada para 2026, com vários polos industriais em Portugal e noutros países europeus.
A ambição da empresa é atingir, em 2030, uma produção de 20 mil unidades por ano, com um preço de entrada a partir dos 8000 euros.
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