
O Porsche 911 destacou-se como o carro de luxo mais vendido em Portugal em 2025, consolidando a liderança num segmento pequeno em volume, mas altamente exclusivo.
Segundo dados oficiais da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), citados pela pubicação ECO Avenida, dos 136.539 automóveis vendidos no país no último ano, apenas cerca de 1.500 matrículas dizem respeito a carros de luxo.
Dentro deste universo restrito, o modelo icónico da marca alemã foi o mais procurado, com 289 unidades vendidas, distribuídas por 20 variantes da gama 911.
O desempenho do modelo é explicado, segundo Nuno Costa, diretor-geral da Porsche em Portugal em declarações à mesma publicação, pela forte ligação emocional dos clientes a um automóvel “icónico e iconográfico”, produzido há 60 anos sem interrupções.
Com preços acima dos 200 mil euros, o Porsche 911 permite ainda configurações altamente exclusivas. Em 2025, foi vendida em Portugal uma unidade do 911 GT3 Ferdinand Alexander, uma edição limitada a apenas 90 exemplares em todo o mundo, com um preço aproximado de 427 mil euros.
A Porsche conta atualmente com cinco concessionários em Portugal — Lisboa, Porto, Braga, Leiria e Faro. Sendo que Lisboa liderou as vendas do 911, com 100 unidades, seguida do Porto (70) e de Braga (41), ficando o restante volume repartido entre Leiria e Faro.
De acordo com a marca, 85% dos compradores são portugueses. O processo de aquisição envolve normalmente uma espera de três a quatro meses, período durante o qual os clientes acompanham de perto a produção do automóvel personalizado.
No ranking dos carros de luxo mais vendidos em 2025, o segundo lugar pertenceu ao Mercedes-Benz Classe G, com 143 unidades, seguido do Range Rover (137) e do BMW XM (102).
A lista inclui ainda 14 modelos com apenas uma unidade vendida, entre eles o Rolls-Royce Spectre, o Ferrari Daytona SP3, o Maserati Granturismo e o Lamborghini Temerario, muitos praticamente únicos nas estradas portuguesas.
Apesar de representar uma parcela reduzida do mercado automóvel, o segmento de luxo cresceu 7,5% em 2025, em linha com o mercado global. Segundo a ACAP, trata-se de um setor que resiste bem às crises e beneficia da crescente presença de estrangeiros em Portugal.
Para 2026, as previsões apontam para estabilidade ou ligeiro crescimento, embora fatores geopolíticos possam influenciar o desempenho futuro.