Morreu Sergio Marchionne

26 Julho 2018 - Auto Monitor

Morreu Sergio Marchionne

As notícias não eram animadoras e hoje de manhã foi confirmada a morte do ex-CEO da FCA e da Ferrari, Sergio Marchione. Morre, aos 66 anos, o arquiteto da recuperação do grupo Fiat, da fusão entre o grupo Fiat e o gigante americano Chrysler, o homem que liderou a Ferrari nos últimos tempos.

Morreu depois de uma operação a um tumor maligno num ombro - com ramificações profundas - seguido de um embolia que o deixou em coma profundo, nos cuidados intensivos do Hospital Universitário de Zurique.

Sergio Marchionne, Fiat, FCA, CNH Industrial e Ferrari, confundiam-se pois o primeiro significava os segundos e vice-versa. Uma alma imparável, um trabalhador incansável, um gerador de ideias com um impulso vigoroso. Mas também um líder que não gostava de ser contrariado e com o qual não era fácil lidar. O ritmo de Marchionne não era simples e trabalhar com ele exigia muito dos seus colaboradores.

Marchionne morreu hoje, mas 5110 dias depois de ter entrado pela porta do Lingotto, em Turim, sede do grupo Fiat, em 2004 tendo a seus pés uma Fiat á beira da falência, descansa, finalmente, deixando um legado bem diferente: uma FCA sem dívidas e que fechará o ano de 2018 com um "cash flow" de tesouraria de 4 mil milhões de euros, um lucro liquido de 5 mil milhões de euros e um volume de negócios de 125 mil milhões de euros.

Deixa nas mãos de John Elkann (presidente da Exor e da FCA) e a Mike Manley (CEO da FCA), um plano até 2022 que prevê um investimento de 45 mil milhões de euros e o lançamento de 25 novos modelos até final do plano. Marchionne sabia o que se passava, fez questão de apresentar este plano que destaca as marcas Jeep, Alfa Romeo e Maserati, deixando um legado e "um dos seus" a dirigir os destinos da FCA.

Mike Manley trabalhou com muitos anos, foi sendo burilado e fez um excelente trabalho aos comandos da Jeep, a unidade mais rentável do grupo FCA. Por isso, até na hora da sua morte, Sergio Marchionne fez questão de controlar tudo. E John Elkann, seu confesso amigo e admirador, neto de Gianni Agnelli, fez-lhe a vontade.

Pode ler aqui o resumo da carreira de Sergio Marchionne, algumas das suas decisões polémicas e algumas das frases fortes que disse ao longo de um consulado de 14 anos que arrancou a Fiat das garras da bancarrota e criou um dos maiores grupos da industria automóvel mundial.

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