Atrasos no IMT deixam usados importados parados durante meses

há 3 horas atrás - 23 Setembro 2026, razaoautomovel
Atrasos no IMT deixam usados importados parados durante meses
Importar um carro continua a compensar face ao mercado nacional, mas os atrasos do IMT estão a levar os prazos ao limite.

Com os carros novos cada vez mais caros e um mercado de usados nacional com dificuldade em responder à procura, importar automóveis está tornar-se uma prática habitual em Portugal.

Em 2025 foi importado um número recorde de usados para Portugal, e em 2026 os números mantêm-se em alta, mas isso não significa que o processo burocrático corra sempre «sobre rodas», e as queixas sobre a morosidade do processo multiplicam-se.

Foi precisamente para esse impasse que a Associação Portuguesa do Comércio Automóvel (APDCA) alertou esta segunda-feira, dia 21 de setembro.

Em comunicado, citado pelo jornal ECO, a associação denunciou atrasos por parte do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) na emissão do Documento Único Automóvel (DUA) e no registo de veículos importados, com processos que chegam a arrastar-se entre três ou quatro meses.

Guias de circulação a expirar e carros parados

O principal problema reside no desfasamento entre a capacidade de resposta do IMT e os prazos legais de circulação. Quando um automóvel é importado, é emitida uma guia provisória de circulação com validade limitada a 60 dias.

Ora se tendo em conta que o organismo público demorar até quatro meses para concluir as homologações e emissão de documentos, centenas de viaturas acabam por ficar legalmente impedidas de circular.

Esta paralisação forçada está a criar sérios constrangimentos tanto a clientes particulares como aos comerciantes do setor. Para os stands e operadores de comércio automóvel, estes atrasos traduzem-se em viaturas imobilizadas nos parques, custos acrescidos de financiamento e um impacto direto nas contas das empresas.

APDCA exige medidas urgentes

Perante o agravar da situação, a APDCA aponta o dedo à escassez de recursos humanos e à falta de modernização digital dos serviços do IMT, considerando inaceitável que um processo burocrático condicione a atividade económica do setor.

A associação usou o comunicado para apelar a uma intervenção urgente do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, exigindo o reforço dos quadros do IMT e a simplificação dos procedimentos digitais para acelerar os processos pendentes.

Para quem está a ponderar importar um automóvel, o conselho é claro: o benefício financeiro ainda compensa, mas é fundamental planear a compra com uma margem temporal alargada e acautelar os eventuais prazos de espera até ter a documentação definitiva.

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