Conheça as cinco principais diferenças entre veículos de combustão e elétricos

5 meses, 2 semanas atrás - 23 Agosto 2022, turbo
Conheça as cinco principais diferenças entre veículos de combustão e elétricos
A eletrificação está na ordem do dia e a oferta não pára de aumentar. Alguns condutores ainda têm dúvidas relativamente às vantagens e desvantagens dos veículos elétricos e desconhecem as principais diferenças face às viaturas com motores de combustão. Explicamos-lhe tudo!

A União Europeia aprovou a proibição da venda de automóveis novos com motor de combustão interna a partir de 2035 e a maioria das marcas tem vindo a apostar na eletrificação das suas gamas. Algumas anunciaram mesmo que já a partir de 2030 só irão comercializar veículos elétricos.

Isto significa que a médio prazo os automobilistas terão apenas a possibilidade de adquirir veículos elétricos a bateria (BEV) ou a pilha de combustível (FCEV). 

A própria oferta de veículos elétricos a bateria tem vindo a aumentar nos últimos anos e quase todas as marcas já têm propostas elétricas nas suas gamas. que podem satisfazer as necessidades de mobilidade da maioria dos condutores. 

Por ainda não conhecerem bem as diferenças entre um automóvel elétrico e um de combustão, muitos condutores ainda têm o receio de adotar a nova tecnologia com emissões zero.

Para esclarecer esses leitores apresentamos as principais diferenças entre um automóvel com motor de combustão – gasolina ou diesel – e elétrico, em termos de condução, manutenção, mecânica, utilização.

Mecânica mais simples
A principal diferença consiste, naturalmente, no tipo de energia utilizado. O veículo elétrico obtém a energia usada para movimentar as rodas a partir da eletricidade armazenada numa bateria, alimentando um (ou vários) motores elétricos. O veículo de combustão utiliza a energia química libertada na explosão do combustão para fazer movimentar os pistões do motor.

A mecânica do automóvel elétrico é mais simples porque tem menos componentes, o que contribui para uma menor manutenção e menos probabilidades de avaria. 

Resumidamente, um veículo conta com os seguintes componentes. Um carregador embarcado que transforma a corrente contínua em alterna para abastecer a bateria, a qual armazena a energia elétrica e trabalha em corrente contínua.

O sistema compreende ainda um inversor, que transforma a corrente contínua da bateria em alterna para fazer funcionar o motor elétrico, e um redutor – basicamente duas engrenagens com uma relação de transmissão fixa – que multiplica o binário na saída do motor.

Menos manutenção
Como não tem componentes com a embraiagem, caixa de velocidades e sistemas complexos sujeitos a avarias como o filtro de partículas (FAP), recirculação dos gases de escape (EGR), velas, injetores, a manutenção de um automóvel elétrico é mais simples.

Isto não quer dizer que não se realizem as revisões periódicas como qualquer outro automóvel porque, tal como um veículo térmico, continua a ter um sistema de travagem com as mesmas necessidades, amortecedores, filtros de habitáculo e ar condicionado e em alguns casos um sistema de refrigeração com a sua própria bomba e líquido para controlar a temperatura da bateria.

Embora a manutenção seja mais simples e possa ser efetuada em qualquer oficina, o panorama altera-se quando se trata de uma avaria. Não significa que a reparação seja necessariamente mais cara, mas exige um conjunto de conhecimentos específicos para interagir com o sistema elétrico de alta voltagem e de ferramentas especializadas que nem todas as oficinas têm.

Isto também não quer dizer que os elétricos sejam menos fiáveis, já que têm menos componentes e tecnicamente não são mais complexos, apenas diferentes.

Abastecimento / carregamento
Uma das principais diferenças consiste evidentemente no carregamento da bateria do veículo elétrico, operação que demora mais tempo do que o abastecimento de combustível da viatura de combustão.

Quando a bateria do automóvel elétrico esgota a sua capacidade torna-se necessário proceder ao seu carregamento com recurso a um cabo específico e compatível com a tomada de carregamento.

O processo também pode variar em função do tipo de carregamento e atualmente existem três. Aquele que demora menos tempo é num PCR (Ponto de Carga Rápida), que permite recuperar a capacidade total (ou quase) em cerca de uma hora ou ganhar cerca de 120 quilómetros em apenas 120 quilómetros. 

Este tipo de carregamento exige alguma precaução por parte do utilizador, não em termos de segurança, mas de custo, que pode ser bastante elevado nalguns pontos de carga de mais rápida. O mais indicado será carregar apenas o necessário nesses postos.

Uma segunda alternativa mais económica consiste no carregamento numa wallbox doméstica ou num ponto de carregamento público. Esta opção permite carregar a bateria por completo em seis ou oito horas (dependendo naturalmente da capacidade da mesma porque quanto maior, mais tempo leva a carregar) e com um custo mais acessível. 

Na verdade, a solução ideal será ter uma wallbox na garagem ou no estacionamento do emprego para carregar a bateria sempre que necessário.

Planeamento cuidado das viagens
Como a autonomia de um elétrico ainda é, em muitos casos, inferior ao de um veículo de combustão torna-se necessário fazer um planeamento cuidado das viagens. Atualmente já é possível percorrer o país do Minho ao Algarve por autoestrada com um veículo elétrico, mas devem ser seguidos alguns procedimentos para evitar surpresas desagradáveis. 

No planeamento da viagem devem-se aproveitar as paragens para carregar a bateria do automóvel para descansar ou tomar refeições, assim como escolher uma rota que pode não ser sempre a mais direta para passar por esses pontos de carregamento, tendo em conta que nem todos estão operacionais e mesmo que estejam pode dar-se o caso, não inédito, do cartão de carregamento (ou a app) comunicar com o posto de carregamento.

Nas viagens mais longas é natural que se demore a chegar ao destino que num veículo de combustão.

Condução mais suave
A condução de um veículo elétrico não é muito diferente de um congénere a gasolina ou a gasóleo com caixa de velocidades automática, sobretudo numa altura em que as direções são assistidas eletricamente.

O condutor terá apenas de se habituar ao sistema de regeneração da energia quando se levanta o pé do acelerador, sobretudo se estiver ativado o nível de recuperação mais elevado, geralmente conhecido por modo B. Nos elétricos da Nissan também é possível efetuar a condução com um só pedal, mas esta alternativa pode ser desativada pelo utilizador.

O ambiente a bordo é bastante diferente, pois o veículo elétrico é mais suave e silencioso. Como tem uma caixa de velocidades com uma única relação não se verificam os ligeiros solavancos típicos de quando se engrena uma velocidade.

As prestações também são diferentes dos veículos com motor de combustão porque binário do motor do veículo elétrico está disponível logo no arranque, permitindo acelerações mais rápidas e melhores recuperações. 

Por outro lado, como a relação de transmissão é fixa, a velocidade máxima é inferior à de um veículo de combustão equivalente, embora alguns elétricos possam alcançar os 180 km/h, um valor ligeiramente inferior aos dos modelos mais populares e sem aspirações desportivas. Será de referir que qualquer automóvel térmico com motorização de 120 cv pode chegar aos 200 km/h.

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